Filtros rotomoldados: vale a pena adquirir um?

Os filtros rotomoldados vem ganhando popularidade no mercado de piscinas por ter um custo menor. Porém, o que tem se observado neste  período é que este tipo de filtro não tem a mesma qualidade e durabilidade apresentada por filtros fabricados com materiais de outro tipo.

A Epex tem recebido nos últimos anos muitas consultas de clientes que tiveram problemas com filtros rotomoldados. Assim, eles buscam substituir por filtros de fiberglass (fibra de vidro).

Por isso, explicaremos aqui o que são filtros feitos pelo processo de rotomoldagem e qual as características deste produto.

O que são filtros rotomoldados?

Filtros rotomoldados são filtros fabricados pelo processo de rotomoldagem. Este é um processo industrial para a transformação de termoplásticos. Através deste processo obtém-se peças de características próprias como peças completamente herméticas e ocas.

Este processo funciona da seguinte maneira:  o material termoplástico, em forma de pó, é inserido no  molde na quantidade certa para que o produto final tenha a espessura desejada.

Após isso o molde é fechado e colocado em um forno, de modo que ele gire vertical e horizontalmente. Assim possibilita que seja criada uma película nas paredes do molde. Quando finalizado este processo, o molde é levado para a fase de resfriamento e posteriormente retira-se o produto do molde.

Porque não usar filtro de piscina rotomoldado

Como foi dito no início deste artigo, já recebemos por diversas vezes consultas de clientes que tiveram problemas com filtros rotomoldados. O principal motivo para a insatisfação destes clientes é que o filtro de piscina rotomoldado racha em poucos anos de uso.

Este tipo de filtro normalmente é fabricado em polietileno.  Este material, por não ter bom intertravamento entre suas moléculas, deforma-se com facilidade.

Não use filtros Rotomoldados!

Esta deformação acontece cada vez que a bomba do filtro é ligada ou desligada. Isto vai gerando ao longo do tempo uma fadiga mecânica no material. Em piscinas aquecidas, além desta fadiga mecânica, existe também a fadiga por dilatação térmica causada pela passagem de água aquecida pelo material.

Assim, com esse desgaste mais intenso do material, o filtro rotomoldado em polietileno racha com poucos anos de uso.

Possíveis problemas causados pelo filtro danificado

Quando o filtro rotomoldado racha, podem ser geradas consequências ainda maiores para o consumidor. Veja abaixo algumas destas consequências:

  1. Com o filtro rachado, a piscina esvazia. Assim, na maioria das vezes que isto acontece, a casa de máquinas é inundada.
  2. O motor da bomba se danifica na maioria das vezes.

Assim, o consumidor acaba arcando com alguns prejuízos. Um destes é a compra de um novo filtro, pois o filtro de piscina rotomoldado, quando danificado, não tem condições de reparo.

Filtro de piscina rotomoldado rachado / filtro em polietileno rachado
Filtro de piscina rotomoldado rachado

Além disso o consumidor teria que arcar com o conserto da bomba, custos para desinstalar e para instalar o novo filtro e água para encher a piscina, gerando transtornos e aborrecimentos.

Portanto, se você quer ter um filtro que funcione por muitos anos, sem gerar transtornos,  evite os filtros rotomoldados. Apesar de seu baixo custo, eles podem não ser a melhor escolha para a sua piscina. Ao invés disso, procure filtros com material mais resistente, como a fibra de vidro e o aço inox.

Se este artigo lhe ajudou, você também pode se interessar em saber qual o tipo de areia utilizar no seu filtro de piscina.

 

Você também pode gostar:

7 comentários

  1. Existem várias incorreções técnicas no texto. Sou engenheiro de materiais e dizer que um material ou outro não sofre fadiga é errado. Um filtro rotomoldado também não falha, a menos que seja mal projetado, assim como os de fibra de vidro, que inclusive correm maior risco pois o processo de fabricação é menos automatizado, causando maior variação entre peças e aumentando as chances de peças fracas.

    • Prezado senhor Marco Nunes, seguem os tópicos esclarecendo questões a respeito de seu comentário.

      •O coeficiente de deformação térmica do compósito (fibra de vidro) é bem inferior ao do termoplástico.
      •O compósito possui fibras de vidro que resistem à tração, o que não acontece com o polietileno utilizado na rotomoldagem.
      •O compósito fibra de vidro possui rigidez bem maior do que o polietileno, ou seja, aplicando-se a mesma pressão em ambos os tanques, o de polietileno sofrerá uma deformação muito maior, causando fadiga do material muito mais rapidamente que os tanques em fiberglass.
      •Ao contrário do polietileno rotomoldado, é possível fazer reparos na fibra de vidro caso seja necessário.

      A nossa equipe técnica também aplica a engenharia de materiais nos produtos EPEX e seguramente, aumentando-se a espessura de parede de um produto, pode-se compensar a resistência do material.
      Entretanto, o que se observa no mercado de filtros de piscina é que aqueles fabricados pelo processo de rotomoldagem, possuem paredes muito finas. Estes fabricantes assim o fazem no intuito de vender o produto com o preço menor, mas as consequências são desastrosas.
      A Epex fabricou, a mais de 40 anos, filtros em fiberglass que continuam em funcionamento e, a estatística observada junto a nossos clientes é que os filtros rotomoldados, em sua maioria, racham com 2 a 4 anos de uso, causando mais despesas ao consumidor no momento da reposição.
      A rotomoldagem pode ser aplicada em vários produtos, entretanto, em filtros (tanques de pressão) que sofrem variações tanto de pressão quanto térmicas, os resultados são problemáticos como o referido acima.

      • Somos consultores especializados no processo de Rotomoldagem e acompanhamos de perto o mercado de filtros para piscinas, que tem migrado para a Rotomoldagem pela segurança que o processo oferece. Não há histórico negativo, ao menos entre as principais marcas, com quem temos contato. A Epex tem que concordar que é possível produzir peças duráveis usando virtualmente qualquer material, desde que se calcule a espessura para alcançar a resistência especificada em projeto e testes. A diferença entre a Rotomoldagem e o processo (normalmente bastante manual) de laminação de poliéster reforçado com fibras de vidro é que a Rotomoldagem (usualmente de polietileno) garante maior repetibilidade de espessuras, pois os parâmetros de processo são mais automatizados e menos dependentes da habilidade dos operadores.
        Quanto ao comportamento mecânico dos materiais, já trabalhei com os dois e compreendo a diferença de rigidez. Entretanto, o poliéster reforçado, apesar de mais rígido, se rompe de maneira frágil e inesperada, além de ser muito mais suscetível a danos por impactos. Esses impactos podem ocorrer no transporte e instalação e ficarem ocultos.
        Estamos sempre à disposição caso a Epex decida evoluir para o processo de Rotomoldagem.

        • Caro senhor Marco,

          Nossa empresa tem 50 anos de mercado e já fabricou mais de 250 mil filtros instalados em piscinas residenciais e coletivas.
          Como estamos atendendo constantemente os clientes deste mercado, sempre recebemos notícias de filtros rotomoldados para piscinas que racharam com muito pouco tempo de uso. Portanto não adianta contestar o que realmente acontece. O resultado disto tudo é que a grande maioria dos consumidores acabam substituindo estes filtros rachados pelos filtros da Epex, fabricados em fibra de vidro.
          Quem opta por comprar um filtro rotomoldado, que é mais barato que um de fibra de vidro, no fim das contas acaba se arrependendo, pois os custos e frustrações geradas por estes filtros que racham rapidamente, acabam sendo muito maiores do que o valor dos filtros em fiberglass.
          A Epex, além do preço, investe na qualidade de seus produtos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *